Histórico do grupo

Em 2005, promoveu o I Encontro de Coletivos e artistas intitulado “Pensando a Negritude“, um evento para discutir a inserção do negro na história artística do país.

Em setembro de 2006 o grupo formou a Cia Filhos de Olorum, que mais tarde tornara-se Os Crespos. E promoveu em parceria com o Cinema Popular da escola de Áudio Visual / ECA/USP  o II Encontro de Coletivos e artistas, evento que discutiu: políticas de ações afirmativas – Cotas nas universidades publicas e o papel da mulher nas mídias.

Ainda em 2006 a Cia Os Crespos participou da montagem do espetáculo Anjo Negro + A Missão dirigida pelo alemão Frank Castorf, diretor do Teatro Volksbühne, em Berlim, entrando em cartaz no Sesc Vila Mariana.

Em 2007 a Cia.  excursionou pela Alemanha com o espetáculo  Anjo Negro, participando do Festival Theaterformer e uma curta temporada no Teatro Volksbühne.  Além disso a Cia apresentou, também no Volksbühne, a abertura do processo do espetáculo Ensaio Sobre Carolina que estreou  no mesmo ano com a direção de José Fernando de Azevedo, com  apoio do PAC (Projeto de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo).

Em 2008 a Cia. continuou em cartaz com Ensaio sobre Carolina e apresentou Anjo Negro + A Missão em Salamanca, Espanha no Festival Castilla y Lion.

Em 2009 a Cia. apresentou Ensaio Sobra Carolina no Teatro Imprensa através do Projeto Vitrine Cultural. Em maio do mesmo ano Cia realizou junto com o grupo Clariô de Teatro a I mostra reflexiva de cinema Faz lá o Café. Ainda em 2009 é contemplado com a Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, através da qual realizou o Projeto A Construção da Imagem e a Imagem Construída que teve direção cênica de Eugênio Lima e contou com a dramaturgia do escritor pernambucano Marcelino Freire.

Em 2010, realizou sete intervenções públicas e um Work in Progress através da lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, juntamente com a II edição da Mostra Faz Lá o Café e do III encontro de Coletivos e Artistas. Realizou 4 curta-metragens: D.O.R., Nego Tudo, Imagem e Autoimagem, Pede Desculpa. Participou também de diversos festivais audiovisuais com o curta D.O.R., que inclusive recebe o PRÊMIO EXPRESSÃO CULTURAL – 15º FBCU – RJ – 2010 e MENÇÃO HONROSA – Fest. Entretodos – SP – 2010. Realizou ainda temporada do espetáculo Ensaio Sobre Carolina no Rio de Janeiro / R.J, através do Prêmio Funarte Miram Muniz de Teatro nos meses de março e abril.

Em Dezembro de 2010, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, realizou I Mostra de Teatro Negro de São Paulo, com intervenções cênicas dos grupos: Grupo Clariô de Teatro, Capulanas Cia. de Arte Negra, Pretas em Cena, Coletivo Negro, Grupo Folias d’Arte e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.

Em 2011, em mais uma parceria colaborativa com o diretor José Fernando de Azevedo, estreou Além do Ponto, que em 2012 excursionou pelo estado de São Paulo com o Projeto- Intercalando São Paulo, apoiados pelo Proac circulação 2011. Recebereu, também, o Prêmio de Direitos Humanos e combate ao racismo Flávio Ferreira Sant’Ana da Prefeitura da Cidade de São Paulo, pelos serviços prestados na área cultural no combate à discriminação racial. E conjuntamente a outros coletivos, produtores e empreendedores negros da Cidade criaram a Rede Kultafro de Sustentabilidade.

No ano de 2013, o grupo foi contemplado no Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo, através do qual realizou o projeto Dos Desmanches aos Sonhos – Poética em Legítima Defesa, estreou os espetáculos Engravidei, Pari Cavalos e Aprendia Voar Sem Asas, em novembro de 2013 e Cartas à Madame Satã Ou Me Desespero Sem Notícias Suas, em Maio de 2014. Estes espetáculos junto com Além do Ponto formam uma trilogia denominada Dos Desmanches Aos Sonhos e partem da investigação sobre o impacto da escravidão na forma de amar dos brasileiros. Neste mesmo ano, a Cia criou e escreveu, ainda, uma revista sobre Teatro Negro intitulada “Legítima Defesa” publicada em dezembro de 2014.

Em 2015 a Cia estreia seu primeiro espetáculo infantil “Os Coloridos”, além de ser contemplada novamente no Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo, através do qual realizou o projeto de espetáculo e intervenções públicas denominado “De Brasa e Pólvora – Zonas Incendiárias, Panfletos Poéticos” e estreou “Alguma Coisa a Ver Com Uma Missão” (2016), espetáculo de rua inspirado na obra “A Missão” de Heiner Müller. Em 2016, através do Proac circulação, comemorando os 10 anos de Cia, apresentou a trilogia Dos Desmanches aos Sonhos pelo interior do Estado de São Paulo. Em 2017 Os Crespos foi contemplado com o 9º prêmio Carrano de Luta antimanicomial e Direitos Humanos, por seu trabalho de luta contra a opressão.